A evolução da tecnologia trouxe inúmeros benefícios para o setor de turismo, mas também abriu espaço para novas fraudes digitais. Entre elas, o deepfake surge como uma das ameaças mais sofisticadas e preocupantes para agências de viagens e seus clientes.
O que é o deepfake?
Em linhas gerais, o deepfake é uma tecnologia baseada em inteligência artificial capaz de criar vídeos, áudios ou imagens extremamente realistas, manipulando rostos, vozes e falas de pessoas reais.
O resultado é um conteúdo falso, mas convincente e, muitas vezes, difícil de ser identificado.
Quais os riscos para o turismo?
Como em outras áreas, no turismo o deepfake pode ser usado para aplicar golpes que exploram a confiança, a urgência e o relacionamento entre agentes, fornecedores e clientes.
Quanto mais digital é a operação, maior pode ser o impacto desse tipo de fraude por ser difícil identificar se algo é real ou um golpe.
Alguns golpes
Um dos golpes mais comuns envolve a falsificação de vídeos ou áudios de gestores, proprietários de agências ou representantes de operadoras, solicitando transferências financeiras urgentes ou alterações em pagamentos já acordados.
Outro risco está na criação de perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens, utilizando imagens e vídeos manipulados para se passar por agências reais, enganando clientes com promoções inexistentes ou pacotes fraudulentos.
Os clientes também podem ser vítimas de deepfakes ao receberem chamadas ou mensagens que simulam perfeitamente a voz de um agente conhecido, solicitando dados pessoais, documentos ou pagamentos fora dos canais oficiais.
Um agravante para esse tipo de ameaça é que diferentemente de golpes tradicionais, o deepfake explora o fator emocional. Isso ocorre, pois a familiaridade com a voz ou imagem da pessoa falsificada reduz a desconfiança e acelera decisões impulsivas, especialmente em situações que demandam urgência.
Clique aqui e acesse o nosso blog
Os impactos
O impacto desses golpes vai além do prejuízo financeiro, pois fraudes dessa natureza comprometem a credibilidade da agência, geram desconfiança no relacionamento com o cliente e podem resultar em danos à reputação construídos ao longo de anos.
Como prevenir?
A prevenção começa pela conscientização, por isso é importante que os colaboradores entendam que vídeos, áudios e chamadas não são mais provas absolutas de autenticidade. Nesse cenário, é importante confirmar as informações por mais de um canal.
Como parte desse cuidado é focar nos processos internos, pois quando eles são claros e objetivos ajudam a reduzir riscos. Por isso, pagamentos, alterações financeiras e envio de dados sensíveis devem seguir fluxos definidos e padronizados, com validações adicionais, independentemente de quem faça a solicitação. Dessa forma, se algo fugir do esquema definido, a equipe já perceberá que algo não está certo.
Outro fator importante e parte desse processo de proteção é o uso de canais oficiais e históricos registrados de comunicação, pois quando todas as interações ficam documentadas, torna-se mais fácil identificar comportamentos fora do padrão.
Uma outra parte da segurança passa pela orientação dos clientes que precisam ser informados, por exemplo que a agência não solicita pagamentos por canais não oficiais e que sempre confirma dados antes de qualquer transação aumenta a segurança do relacionamento. Além de outros protocolos de segurança utilizados por cada agência de viagens.
É muito importante lembrar que um dos aspectos mais importantes para a segurança digital é a tecnologia, pois, por exemplo, a organização das informações, o controle de acessos e o registro de atendimentos ajudam a reduzir brechas exploradas por golpistas. é fato que ambientes desorganizados facilitam fraudes sofisticadas.
Em resumo, combate ao deepfake não depende apenas de tecnologia avançada, mas do equilíbrio entre ferramentas digitais, processos bem definidos e inteligência humana atenta aos sinais de fraude.
É fato que à medida que golpes baseados em IA se tornam mais comuns, as agências que investem em organização, controle e rastreabilidade de informações estarão mais preparadas para identificar tentativas de manipulação antes que causem danos.
Nesse cenário, contar com um sistema de gestão que centralize atendimentos, registre históricos, organize dados de clientes e apoie processos internos é um passo estratégico para fortalecer a segurança operacional. O Sistema Leady reúne essas práticas em uma única plataforma, ajudando as agências de viagens a proteger seu negócio, seus clientes e sua reputação diante de ameaças digitais cada vez mais sofisticadas.

